Domingo, 2 de Janeiro de 2011
Terceira Reflexão - O Guião para a produção de um recurso multimédia para Quadros Interactivos

 Linguagens de Autoria em Educação

Terceira Reflexão

O Guião para a produção de um recurso multimédia para Quadros Interactivos

 

Com vista à elaboração final de um  flipchart, um recurso multimédia para quadros interactivos, sentiu-se a pertinência de traçar  um guião, instrumento orientador para essa produção.

O grupo de mestrandos do 1º Ciclo, do qual faço parte, começou pela tarefa de selecção do tema a explorar através do recurso a produzir.  Nesta empreitada, o artigo de Angeli, aconselhado pela  professora da disciplina, serviu-nos de grande  orientação, pois deu-nos pistas sobre critérios a ter em conta para a selecção de  temáticas passíveis de ser ensinadas através de recursos multimédia. Tendo em conta esses  critérios, as propostas apresentadas pelos elementos do grupo e as considerações da professora Maria João, optámos pelo tema do ensino das vogais por obedecer a vários dos critérios apontados por por esse autor para a eleição de um conteúdo a ensinar com recurso às TIC. O ensino das vogais foi a nossa escolha, em primeiro lugar,  devido à dificuldade que o professor do 1º ciclo sente no seu ensino pelo facto de não haver uma correspondência bi-unívoca som/grafema, como consequência, a sua aprendizagem se revestir de bastante dificuldade para muitos alunos e por uma aprendizagem deficiente das vogais ter tantas implicações em problemas de aprendizagem da leitura e da escrita, conforme se verifica, não só pela nossa prática lectiva, mas também se confirma pela literatura consultada.

Para a elaboração do documento orientador, começámos por traçar alguns pontos que nos pareceram pertinentes figurarem num guião deste tipo, como o tema do flipchart, os objectivos a atingir e competências a desenvolver e a justificação e fundamentação da selecção do tema, no entanto, estávamos a sentir alguma dificuldade em avançar na elaboração do guião. Esta dificuldade deveu-se ao facto de faltarem alguns pontos orientadores indispensáveis para o fim a que se destina este documento: a produção de um recurso multimédia com aplicação em contexto de sala de aula.

Dado estarmos a sentir alguns obstáculos na construção do deste documento, a  professora Maria João  apresentou uma proposta de guião que contribuiu para nos orientar e serviu de base para o nosso trabalho.

Ultrapassada essa dificuldade, passámos à fase de planificação do flipchart, o que nos obrigou a projectar como iríamos fazer, isto é, como viria a ser concretizado o recurso.

No meu ponto de vista, foi importante a produção deste guião  porque nos levou a pensar e programar o que queríamos fazer e a delinear como  pensávamos vir a concretizá-lo. Sem este documento, possivelmente, iniciaríamos a produção do nosso recurso sem um rumo definido e iríamos procedendo a reformulações passo a passo, dando ao trabalho uma sequência aleatória. Provavelmente o produto final seria totalmente diferente do que vamos produzir.  No entanto, é difícil fazer um guião de algo que ainda só existe no nosso pensamento, prever todas as etapas necessárias, antecipar dificuldades,… Há uma constante necessidade de projectar as actividades no nosso pensamento.  Pensar o que será necessário acrescentar ou retirar. Mas  essa foi a principal finalidade deste guião: levar a pensar, planear e orientar a criação de um recurso multimédia para quadros interactivos. E penso que servirá para o fim a que se propôs.

Margarida Cortesão 




Segunda Reflexão - O software Active Inspire para Quadros Interactivos

 Linguagens de Autoria em Educação

Segunda Reflexão

O software Active Inspire para Quadros Interactivos

        

         O software Active Inspire da Promethean, que nos foi apresentado pelo Doutorando António Pedro Costa, é um produto auxiliar para a produção de recursos multimédia com aplicação à educação.

         A divulgação deste software foi realizada em duas aulas. Na primeira aula tomámos conhecimento das várias ferramentas do programa e de algumas das suas potencialidades que foram ilustradas com exemplos de actividades passíveis de ser produzidas  com recurso a esse software. Algumas das actividades dos flipcharts apresentados tinham por base a elaboração de recipientes para selecção e organização de conhecimentos, outras, como separar uma imagem em objectos, e as suas possíveis aplicações, actividades com a possibilidade de escolha de vários tipos de resposta, entre outras.

Entretanto, foi-nos proposta a realização de um conjunto de tarefas  no sentido de experimentar e aplicar algumas das potencialidades do software ActiveInspire.

         Na segunda aula tomámos contacto com o dispositivo  ActiVotes, que foi promovido através da  resposta a um questionário desenvolvido no ActiveInspire. Pudemos ainda  observar como se  pode elaborar  um questionário com este software e como  fazer a recuperação e o arquivo dos resultados.

Na segunda parte da sessão foram partilhadas algumas dificuldades sentidas nas tarefas que tínhamos realizado, tendo sido tiradas algumas dúvidas pelo dinamizador Pedro Costa, que prestou apoio e esclareceu dúvidas resultantes das experiências com o programa.  

No que me concerne, gostaria que esta parte da aula pudesse ter sido mais extensa de modo a que nos fosse possível concretizar  algumas das experiências propostas e clarificar imediatamente dúvidas que nos surgem quando as realizamos sozinhos, pois senti bastantes dificuldades na realização individual das tarefas. O software parece-me muito pouco intuitivo o que não facilita a sua utilização pelo docente com menos conhecimentos de informática. Senti que precisaria de mais explicações sobre as ferramentas e suas potencialidades e de uma maior concretização imediatamente a seguir às explicações dadas.

 Pessoalmente, ainda me posiciono numa etapa de descoberta, em relação a este software, tendo por isso algumas reticências em me pronunciar positiva ou negativamente em relação ao seu potencial de aplicação na educação. No entanto, encontro semelhanças entre algumas das ferramentas do ActiveInspire e as do Paint e tenho esperança que essa proximidade com a aplicação do Windows me dê alguma orientação na concretização do flipchart que devemos fazer com recurso ao ActiveInspire.

 

Margarida Cortesão




Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
Primeira Reflexão - A avaliação de Recursos Multimédia para Quadros Interactivos

Linguagens de Autoria em Educação


A avaliação de Recursos Multimédia para Quadros Interactivos

                      

 

         No âmbito da disciplina de Linguagens de Autoria em Educação propusemo-nos trabalhar no domínio dos Quadros Interactivos. Como ponto de partida foi-nos solicitada a selecção do que considerássemos um bom, um médio e um mau recurso multimédia, tendo por base a nossa experiência, as nossas expectativas e ideias pré-concebidas acerca desses recursos.

Os RE-QI foram seleccionados em grupo e a sua apreciação foi feita por duas etapas, numa primeira fase individualmente, e uma segunda apreciação em trabalho de equipa.

Os dois momentos de avaliação, tarefas  com o mesmo objectivo, permitiram atentar  nos três recursos sob perspectivas diferentes. Na avaliação individual dos  recursos seleccionados tentei fazer uma apreciação tendo em conta o maior número de critérios que considerava importante para um RE- QI ser um bom recurso: substituir uma aula tradicional, ser um bom meio de trabalhar/transmitir conteúdos, adequação ao nível de ensino, progressão da dificuldade das actividades. Reflectindo presentemente, penso que consegui avaliar vários aspectos importantes sobre os três recursos, no entanto, por não ter definido previamente os critérios a ter em conta, não avaliei com exactidão, e em todos, os mesmos parâmetros. A minha avaliação poderá ter sido pouco objectiva e incompleta.

Quando se passou à fase de avaliação dos recursos em grupo, dado os diferentes pontos de vista sobre os critérios considerados importantes por cada elemento do grupo, demo-nos imediatamente conta que teríamos de proceder a uma sistematização no processo de avaliação. Essa sistematização conseguiu-se com a elaboração de uma primeira grelha de avaliação, em pequeno grupo, para a qual seleccionámos apenas os aspectos que, da nossa perspectiva, seriam indispensáveis para a classificação de um bom recurso. Esta discussão foi importante porque nos permitiu verificar que valorizávamos aspectos diferentes em relação ao mesmo recurso e que, para se fazer uma avaliação séria, teríamos que definir critérios a aplicar, em simultâneo, aos três recursos a classificar.

Uma terceira fase de avaliação de recursos foi feita em grande grupo, em que foram discutidos os aspectos que todos os elementos da turma consideraram importantes ou menos importantes. Tal como já tinha acontecido em pequeno grupo, sentiu-se a necessidade de elaboração de um instrumento de avaliação de RE-QI que sintetizasse todos os aspectos a ter em conta na avaliação dos recursos. Nesta tabela, foram considerados vários parâmetros e critérios a ter em conta, como os conteúdos a abordar, a actividade em si (adequação do  grau de dificuldade, a previsão de interactividade, entre outros) o aspecto gráfico do recurso, a sua aplicabilidade  nas aulas e facilidade de utilização e a sua inovação.

No que me diz respeito, as três fases deste processo foram formativas, na medida em que nos demos conta que, individualmente, temos um ponto de vista sobre um recurso, que pode ser incompleto ou afectado pela nossa subjectividade e ideias pré-concebidas (resultantes, por exemplo, de algumas aplicações menos bem sucedida de recursos do mesmo género). Esse ponto de vista é enriquecido quando o partilhamos com outros e vai sendo sempre aperfeiçoado, melhorado, à medida que o alargamos à comunidade. A “Tabela de critérios para avaliar a qualidade de recursos educativos para QI que foi elaborada em grande grupo é o instrumento que resultou desse processo formativo e da partilha de diferentes pontos de vista dos elementos da turma de Linguagens de Autoria.

 

 

                                                 Margarida Cortesão 

 




Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
Comentário de avaliação a três recursos multimédia

 

Dos vários recursos observados, disponibilizados no site da Promethean, foram escolhidos pelo nosso grupo (Artur, Joana e Margarida) recursos de áreas diferentes, para diferentes anos de escolaridade.
                Como exemplo de um mau recurso seleccionámos uma proposta de actividade de compreensão da leitura sobre o livro de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada , “Os primos e a bruxa Cartuxa”. Para um recurso razoável optámos pela actividade de matemática, do domínio da geometria, intitulada “Manipulando Mat. - Blocos lógicos”. Por último, escolhemos, como exemplo do que considerámos um bom recurso, uma sequência de actividades contextualizadas com a história “Cachinhos dourados”.
1º Recurso a comentar: “Os primos e a bruxa Cartuxa”
                Considerámos este um mau recurso porque, apesar da actividade visar desenvolver a competência da Compreensão da Leitura, e por conseguinte, estar de acordo com o currículo de Língua Portuguesa, acrescenta muito pouco de novo à ficha tradicional de perguntas e respostas sobre o lido, mudando apenas o suporte de papel para o suporte/Quadro Interactivo, sendo que as respostas, em vez de serem registadas no papel poderiam ser escritas directamente no QI. A escrita das respostas será, à primeira vista,  a única acção que o recurso permite. Além disso, analisado o recurso, do ponto de vista de exercício de Compreensão da Leitura, as perguntas contempladas são todas do mesmo tipo dando origem a respostas de interpretação, de natureza compositiva, não explorando as diferentes dimensões da Compreensão da Leitura (V/F, escolha múltipla, localização no texto, …), por conseguinte, não exigindo um grau de dificuldade que ultrapasse a mera compreensão geral.
                Este recurso não substituiria uma aula tradicional, no entanto, a motivação adicional e facilitadora que a utilização das TIC comporta, pesaria sempre a favor do desenvolvimento da actividade.
 
2º Recurso a comentar: “Blogic. - Blocos lógicos”
                Este recurso foi experimentado pelo grupo e foi considerado um recurso médio, uma vez que substituiria uma aula tradicional sendo uma forma diferente de abordar noções de geometria  e de explorar os blocos lógicos e as suas propriedades e representações.
                O recurso pareceu-nos bem estruturado. A actividade começa por apresentar uma clarificação das noções a trabalhar e as suas formas de representação no programa. Seguem-se várias tarefas de selecção e organização de blocos lógicos de acordo com propriedades definidas em cada tarefa. O exercício seguinte consiste numa tabela de dupla entrada a completar com cores e formas. Apresentam-se, de seguida, algumas imagens exemplificativas de crianças a realizar trabalhos com blocos lógicos tridimensionais e termina-se com uma gravura que, em princípio, será para identificar formas semelhantes às dos blocos lógicos.
                No entanto, reflectindo sobre as tarefas de selecção e organização de blocos lógicos, constatámos que se repetem três vezes, mudando apenas as propriedades. Não se regista nenhum um grau de dificuldade crescente nestes três exercícios, o que, no nosso ponto de vista, se deveria verificar.
                Também as “Notas de página” (o enunciado das actividades) são iguais para todas as tarefas não solicitando nenhuma acção diferente ou exigindo algum esforço adicional por parte da criança que “joga”.  
                Este aspecto, que do ponto de vista das capacidades cognitivas a explorar pelo recurso considerámos menos positivo, também pode ser visto como facilitador da sua aplicação em sala de aula. Nesta perspectiva, todas as acções a realizar são de muito fácil identificação (arrasta, liga,…), o que, na nossa opinião, contribui para uma fácil aplicação do recurso.
 
3º Recurso a comentar: “Cachinhos dourados”.
               
                Considerámos este um bom recurso por vários motivos. Em primeiro lugar (dado este ter sido um critério de selecção), porque pode substituir  uma aula tradicional de verificação da compreensão da leitura, permitindo desenvolver vários conteúdos  no âmbito da Língua Portuguesa, e, simultaneamente, trabalhar de forma integrada algumas noções de matemática (itinerário, no jogo, e formas).
                O recurso deverá ser utilizado depois da audição da história “Cachinhos dourados” que o contextualiza. É constituído por uma sequência de actividades que, partindo do lúdico (jogo inicial), verifica a compreensão da história ouvida (ordenação das imagens da história, identificação dos objectos das personagens e dos ingredientes da receita referida na história), remete para a interdisciplinaridade com a matemática (formas), contemplando, ainda, alguns exercícios de decifração (localização de palavras da história e identificação do grafema inicial de algumas palavras). As actividades estão organizadas partindo do lúdico e passando por graus de dificuldade crescente, o que considerámos positivo.
                Fizemos ainda uma apreciação positiva em relação à sua adequação à etapa de desenvolvimento a que se destina (Educação Infantil), podendo, ainda assim, ser implementado no 1º ano de escolaridade.
                Do ponto de vista da utilização, as acções a realizar em cada tarefa são rapidamente identificáveis, o que também facilitará a aplicação do recurso.
                Este recurso, na nossa perspectiva, reune bastantes condições para ser considerado um bom recurso multimédia.



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